Você que me arranca sorrisos e suspiros, sem precisar de aliança ou um jantar a dois.
Nosso encontro era singelo: Eu, você, a lua e o mar. Nós quatro numa só sintonia.
Sintonia essa que me levou a flutuar e enxergar o que havia por trás dessas quatro paredes enfeitiçadas... Minha razão havia escapado pelo buraco da fechadura. E ninguém estava ali para vigiá-la.
Assim como ela, você também escapou e levou consigo uma parte de minh'alma, que chorava dia e noite à sua volta.
E aí um alguém chegou, com buquê de flores e aliança na caixinha. Era a chance da gata borralheira virar princesa e nunca mais cortar cebola. Não queria mais chorar. Entrei na carruagem e
Dessa vez, não foram as cebolas que me fizeram chorar. Foi você. É você. Sempre será você.
"E mesmo sorrindo por ai,
cada um sabe a falta que o outro faz."
Caio Fernando de Abreu
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